A educação caiu na rede
ou
As escolas de gestão pública e as mídias eletrônicas
Lais Bacilla
Seguindo uma tendência que se iniciou após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a educação sofreu nas últimas décadas uma profunda mudança em sua metodologia. O mundo passava pelo processo de aceleração econômica e os sistemas educacionais tradicionais não acompanhavam mais as necessidades do mercado de trabalho.
Era preciso preparar mais e melhor em pouco tempo, atingindo principalmente regiões distantes. Assim surgem os primeiros cursos à distância nas emissoras de TV de sinal aberto e os cursos pelo correio, como, por exemplo, os promovidos pelo Instituto Minerva, nas décadas de 1960 e 1970 no Brasil.
Uma grande safra de alunos pode concluir seus estudos por meio dos telecursos promovidos pela Fundação Roberto Marinho, que até os dias de hoje ainda são televisionados a várias partes do Brasil.
Os telecentros estão em franca expansão. Já são mais de 3 mil no Brasil, mas existe projeto no Ministério das Comunicações de ampliação em mais 5 mil unidades, atendendo os 5.556 municípios do País.
Hoje, entre os educadores, existe uma forte discussão quanto à qualidade do ensino proposto pelos cursos ofertados, já que não existe qualquer legislação ou sistema regulador deste tipo de ensino.
As Escolas de Gestão Pública, na sua grande maioria, já utilizam esta modalidade de ensino, que visa facilitar e otimizar custos e tempo dos funcionários. Na preocupação de capacitar seu corpo técnico, o Tribunal de Contas do Paraná já conta com seu primeiro curso de ensino à distância. Ele beneficia 55 servidores da Casa, que se formarão tecnólogos em Gestão Pública.
Este processo está promovendo um verdadeira revolução no sistema de aprendizagem. Portanto, cada vez mais os servidores do TCE deverão contar com este recurso para seu aprimoramento e capacitação.
Lais Bacila, mestranda em Educação e Políticas Públicas, é tutora de ensino à distância na Escola de Gestão Pública (EGP) do Tribunal
Oi, Lais.
ResponderExcluirAchei seu blog! Foi um prazer ter lhe conhecido na 2a. feira passada no SBEE! Estou pensando em realizar algum trabalho voluntário junto ao Conselho da Mulher, embora não saiba qual a melhor maneira de dar minha colaboração. Como devo proceder para por em prática minha intenção? Um abraço. Priscilla Gazda